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Cientificamente Falando
Nesta secção encontras artigos simples e diretos, baseados em ciência, sobre treino, performance e bem‑estar. A ideia é ajudar‑te a perceber o porquê por trás do treino, para treinares com mais confiança e resultados.


AUMENTAR A CADÊNCIA FAZ-TE CORRER MAIS DEPRESSA?
A cadência de passada (ou frequência de passos, geralmente medida em passos por minuto) é um dos parâmetros biomecânicos fundamentais da corrida, em conjunto com o comprimento da passada. O pace (ritmo, expresso em min/km) é o inverso da velocidade de corrida. A relação entre estas variáveis é descrita por uma equação simples: velocidade = cadência × comprimento da passada. Portanto, aumentar a velocidade (diminuir o pace) pode ser alcançado através do aumento da cadência, at

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TREINAR MAIS NEM SEMPRE É TREINAR MELHOR
A literatura científica do treino desportivo descreve um continuum de respostas ao estímulo do treino que vai desde o subtreino (undertraining) até à síndrome do sobretreino (overtraining syndrome — OTS). Estes conceitos foram formalmente definidos pelo consenso conjunto do European College of Sport Science (ECSS) e do American College of Sports Medicine (ACSM) (Meeusen et al., 2013). Explico todos em baixo. 1. Undertraining O termo undertraining refere-se a um volume ou int

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Como Recuperar Melhor e Mais Rápido
A recuperação muscular pós-exercício é um processo complexo e multifacetado que visa restaurar a homeostase dos diversos sistemas fisiológicos do corpo. Após o exercício intenso, ocorrem várias alterações, são elas perda de fluidos, depleção de glicogénio muscular, aumento da temperatura corporal, danos nos tecidos moles e fadiga do sistema nervoso (Peake, 2019). O processo de regeneração muscular propriamente dito ocorre em cinco fases interrelacionadas e dependentes do temp

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O que está realmente a limitar a tua performance?
A fadiga é um fenómeno complexo, multifatorial e subjetivo, definido como uma diminuição da capacidade de realizar atividades físicas e/ou mentais, causada por esforço excessivo ou doença (Lima et al., 2018; Mota et al., 2005). Historicamente, a fadiga foi dividida em componentes central e periférico, mas atualmente reconhece-se também a fadiga mental e a fadiga neuromuscular como conceitos inter-relacionados (Lima et al., 2018; Boyas & Guével, 2011). Abaixo, explico cada tip

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Contração Muscular: O impacto na fadiga neuromuscular
A contração musculo-esquelética pode ser classificada em três tipos fundamentais com base na relação entre a força gerada pelo músculo e o movimento que ele produz. São elas contração concêntrica, contração excêntrica e contração isométrica. Contração concêntrica – ocorre quando o músculo se encurta enquanto gera tensão. A força produzida é inferior à resistência externa máxima que o músculo consegue vencer, permitindo que as pontes cruzadas de actina-miosina deslizem umas so

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Movimento Inteligente: O papel de cada músculo
No estudo da cinesiologia e biomecânica, os músculos esqueléticos podem ser classificados funcionalmente de acordo com o papel que desempenham durante um movimento ou na manutenção de uma postura. Existem quatro categorias principais, agonistas, antagonistas, sinergistas e estabilizadores. Estas descrevem diferentes funções que um mesmo músculo pode assumir dependendo da tarefa motora executada. É importante realçar que um músculo não possui um papel fixo, pois a sua função d

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